29/03/2007 00:19
Ídolos 2: Na estréia, detalhes são mau presságio

Para aqueles de nós que lembraram, esta quarta foi a estréia da segunda temporada de
Ídolos, o programa que poderia ter salvo o SBT no ano passado, mas que acabou sofrendo um pouco na queda de braço entre seu potencial pop e a identidade popularesca da emissora. E, no pouco que foi mostrado neste episódio de estréia, a queda de braço continua e quem está perdendo é o lado errado.
A boa notícia é que a primeira fase de Ídolos é aquela em que muito pouco pode dar errado. O entretenimento está nas mãos dos tipos bizarros que lotam as filas de audições, dos jurados engraçadinhos e dos candidatos que provocam empatia. Como na temporada passada, tecnicamente essa fase também vai muito bem, obrigada. Uma olhada rápida pode fazer parecer que está tudo bem.
Mas Deus está nos detalhes, meus caros, e os detalhes indicam que vem chumbo grosso à frente.
Se na temporada passada, que teve um início quase impecável, a coisa acabou degringolando, o que dizer de uma estréia em que as pessoas que lapidam o conceito do programa acham que é realmente uma boa idéia colocar uma menina linda como a Ligia Mendes vestida de Daniel Azulay para apresentar? Pior ainda foi ver o programa se apoiando em uma muleta desnecessária ao bombar o tal Júnior Artista em todos os blocos. Na temporada passada, Tidinha foi uma candidata bizarra que aconteceu espontaneamente e depois foi explorada à exaustão até perder a graça. Fazer isso já no primeiro episódio não é bom sinal.
enviada por Zapeatrix
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